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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Explorando a Palavra "Dá"

Começo da Comunicação

29 de Dezembro de 2014 - Data Marcante



Pouco tempo depois que o dr. Jair suspendeu o Risperidona, fiquei sabendo de uma palestra sobre um tratamento realizado na Universidade de Oregon, nos EUA. A professora Rosimery Bergeron iria falar sobre o assunto: a massagem chinesa Qigong. Eu e minha mãe assistimos e ficamos muito esperançosas com este tratamento. Ela ofereceu um treinamento com as famílias no próximo final de semana. Eu fiquei uma tarde inteira do sábado treinando a técnica da massagem. No mesmo dia, eu e meu marido, quando o Diogo dormiu, lemos a cartilha de todos os movimentos dessa técnica e aplicamos um no outro para assimilarmos melhor. No dia seguinte, levamos o Diogo para ministrar a massagem na presença da professora. 
A massagem Qigong deve ser ministrada todos os dias na criança com autismo, por 15 minutos pelos menos. Ela ajuda no sono, na digestão, na auto regulação e  na atenção, além de acalmar a criança. Maiores esclarecimentos, visitem este site: www.qsti.org.
Após 10 dias de massagem, no dia 29 de dezembro, de 2014, minha mãe perguntou se ele queria o cotonete. Ele disse "Dá". Então, ela perguntou novamente, se queria outro. Ele continuou falando a mesma palavra. Depois desse momento, todos os dias o perguntamos se ele quer vitamina, quer beber água, quer brinquedo. Tudo isso pra mim é uma novidade, pois em 3 anos de tratamento já até o vi falando "Me dá", "Não quero". Mas estas expressões ele falava uma vez e depois nunca mais. Comemorávamos, mas depois vinha a frustração. 
Agora não. Ele está todos os dias usando esse "Dá" para pedir algo, até para ir em algum lugar. Quando o perguntamos -  "Diogo, como a gente faz quando quer alguma coisa?". Então. ele responde: - "Dá". Entramos em contato com o seu fonoaudiólogo e ele passou pelo whatsapp a orientação de incentivar a ele falar "Dá água", ou Dá bala", etc. Está funcionando, mas estamos indo com calma, pois a segunda palavra vem com uma dicção ruim. Aí, comemoramos e falamos: - Parabéns, Diogo! Pois na cabeça dele a segunda palavra foi dita, embora não dê pra entender bem. Além disso, estas expressões vêm acompanhadas com um bom contato visual. 
Estamos muito esperançosos com massagem Qigong, que vai auxiliar os outros tratamentos. A estimativa é que seja aplicada pelo menos em 1 ano, todos os dias. Agora é esperar os resultados quando ele estiver com toda a rotina de escola e terapias.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Natal Está Chegando!

Natal do Lar de Daniel

Confraternização da Ginástica Olímpica

Dia 7 de dezembro, ocorreu a confraternização da Bodytech, com os alunos autistas da Ginástica Olímpica, da equipe do professor Rodrigo Brívio. Como sempre, muitos quitutes, papo em dia e as crianças se acabando nos brinquedos infláveis. Foi uma manhã muito alegre.







Diogo e seu professor Renan

Visita à Dentista

A ida à dentista é sempre uma grande aventura. Primeiro, foi difícil convencê-lo de entrar na sala. Agora, a próxima tentativa será convencê-lo de sentar na cadeira reclinável. Mas com muita paciência (isso a dentista demonstrou ter), ele vai ficar mais confiante com essa rotina.

Troca de Escola

Depois de muitas visitas, muitas dúvidas em relação à troca de escola, pois até já tínhamos pago a matrícula para a instituição onde estuda, há 3 anos e 3 meses, resolvemos arriscar e matriculá-lo em outro colégio. Não foi uma escolha fácil, pois fizemos uma grande peregrinação ao visitar várias escolas e porque seu fonoaudiólogo nos alertadou para o perigo de uma regressão, uma vez que ele poderia não ter uma calorosa recepção e amizade dos coleguinhas da sua nova turma. O novo assusta a gente, principalmente ao Diogo e onde estava, seus amiguinhos tinham uma grande empatia por ele. 

Assim, ao conhecer a escola que estudará, ano que vem, resolvemos arriscar e fazer a troca no Pré II, antes dele entrar no Ensino Fundamental. Fará uma adaptação, enquanto não lhe é cobrado a avaliação, para ele entrar no ritmo da escola nova. 
Diogo e seu amiguinho da antiga escola.

sábado, 11 de outubro de 2014

Retorno do Interesse pelas vogais.



Depois de quase dois anos, o Diogo retorna o interesse pelas vogais. Com dois anos e meio falava todas, de forma bem nítida, quando mostrávamos cada uma. Mas a sua fala foi ficando mais rara. O pouco que tinha desapareceu completamente. Esta é uma das coisas mais intrigantes do autismo. Mas esta semana, começou a ter os mesmos interesses quando tinha dois anos e a demonstrar os conhecimentos que tem. Pega o seu livro das vogais e começa a falar alto: -  "A, E, I, O, U". A comunicação ainda é bem rudimentar. Mas demonstra um sinal de melhora. Quando quer tomar a vitamina, pega a banana e entrega pra quem estiver com ele. Quando tem algum desejo, como ir para a piscina, pega o Ipad, abre na foto da piscina e coloca o pé na imagem, demonstrando o desejo de estar nesse lugar. Com a praia é a mesma coisa. Sempre quando vemos estas situações, estimulamos o Diogo, através da conversa, perguntando se ele quer ir neste lugar. No caso da piscina, disse ontem que no dia seguinte ele iria com seu pai lá, depois da ginástica olímpica. Ele logo abriu um grande sorriso.

Diogo no Parque de Diversões.

Foi a primeira vez que levamos o Diogo num parque de diversões. Sempre rejeitou esses tipos brinquedos nos parques de Shoppings. Mas desta vez, resolvemos ir num ao ar livre. Para o primeiro dia, foi bem proveitoso. Um dos brinquedos tinha uns acentos que giravam. Bem radical! Descobri, quando o brinquedo subiu repentinamente. Fiquei apreensiva. Mas para a minha surpresa, o Diogo estava dando risadas e eu com muito medo. Quando acabou, ele até reclamou.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

As Intervenções Terapêuticas do Diogo

Depois de 3 anos de tratamento e após pouco tempo no uso do remédio, podemos ver uma nítida evolução no Diogo. Acredito que um conjunto dessas intervenções estão auxiliando o seu desenvolvimento. Agora, fonoaudiólogo, psicóloga e mediadora formam um grupo coeso. Pela primeira vez, vejo o Diogo com uma equipe terapêutica trabalhando com os mesmos objetivos, construindo uma forma de tratamento em bloco, através da interação diária entre eles. Estes fazem sempre devolutivas com orientações importantes para a família. O problema, agora, é a escola em aceitar que precisa haver mudanças de metodologias no aprendizado do Diogo. Mas estamos já com o propósito de encontrar uma escola nova, que tenha maior abertura para uma verdadeira inclusão. Nos parâmetros curriculares para a educação especial diz que o curriculo de uma criança especial não é o mesmo dos demais alunos, a avaliação também deve ser adaptada e o que se espera desse tipo de criança, em cada ano, é de acordo com as suas necessidades. Isso as escolas não querem entender e tentarei conversar sempre, junto com a direção a respeito desses parâmetros . Um caminho longo temos na nossa frente. Vamos seguir adiante com muita perserverança. Cada dia, temos que celebrar e dar valor às pequenas vitórias. Este termo utilizo, porque para muitas mães que não têm um filho autista não reconhece o valor de coisas que aparentemente são tão simples, mas que para nós é um grande avanço. Esta semana, comemorei o retorno do interesse do Diogo pelas vogais. Ele tinha parado de falar completamente e agora, depois de muito tempo, voltou a falar as vogais. Vamos aproveitar para estimular. Todas as oportunidades devem ser bem aproveitadas para o nosso crescimento espiritual. E o Diogo é um presente que Deus nos enviou.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Hora de Abrir o Verbo!

A coisa que está mais irritando ao visitar as escolas para o Diogo, no ano que vem, é a hipocrisia em relação ao discurso dos coordenadores e diretores, quando fazemos alguns questionamentos à respeito de inclusão. Ter aluno autista matriculado na escola não indica que isso esteja ocorrendo de fato. Ontem, eu e minha mãe fomos visitar uma escola no Valqueire, que fica em uma transversal à Intendente Magalhães. Lá, solicitamos um atendimento com a coordenadora. Ela se reuniu com a psicóloga da escola para falar conosco. Comecei a conversa falando que procurávamos uma escola menor, que ele pudesse entrar no Pré II, para fazer uma adaptação, antes do Ensino Fundamental. Falei que ele tinha uma mediadora, que era uma pessoa capacitada para atuar com a pessoa autista, estava se formando em Psicologia pela PUC, era experiente, fazia um trabalho bacana com o meu filho. Quando eu perguntei como era o trabalho de inclusão da escola, a psicóloga disse que a mesma não aceitava a presença da mediadora. - "Por que?"Disse eu. - "Porque são ordens da direção". - Um absurdo, pois querem que eu troque uma pessoa que sabe fazer um trabalho adequado, por uma auxiliar de turma, que não tem nem formação para ficar com meu filho? Então eu disse: - "Não vou trocar a mediadora experiente e com formação, por uma cuidadora." Até então, a minha mãe estava calada. Foi aí que ela se manifestou: - "Vocês querem uma auxiliar para conter a criança." Nesse momento, a coordenadora balançou a cabeça que sim, não entendendo a sua ironia. Então ela completou: - "Vocês querem uma auxiliar da escola para que contido, ele não interrompa o andamento da turma. Assim, todos poderão aprender, enquanto ele, à parte, ficará na escola apenas servindo de número. Não! Não queremos isso! Vamos, Luciana, não perca tempo, gastando o seu verbo. Esta escola não serve para o Diogo". Saímos e não quisemos mais assunto com elas. 
Fiquei um pouco tonta com o ocorrido, mas depois refletindo, cheguei a conclusão que esse pessoal hipócrita tem que ouvir poucas e boas mesmo. Esta farsa de pseudo inclusão tem que ser combatida. Eles precisam ouvir o que nós pais pensamos deles. A minha mãe foi ótima na sua fala. Pois ela chega junto e também sofre com essa injustiça social.

Diogo e a sua atual mediadora, Julia

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Peregrinação nas Escolas

Este mês escolhemos para visitar as escolas das redondezas, com o objetivo de no ano que vem, transferir o Diogo para a escola eleita. Nosso propósito é buscar uma que se adeque às suas necessidades especiais. Já vimos de tudo. Mas o que elas têm em comum é o bendito ensino padronizado. Como fazer inclusão se as escolas insistem em se estagnar? A pública penso que seria a falta de vontade política, a falta de pessoal, a falta de material. E a particular? Seria falta de quê?? O que vejo é uma industria da educação, onde são fabricadas pessoas, todas padronizadas. Mas quando se menciona a inclusão, recebemos aquele discurso pronto: "Não queremos de forma alguma excluir o seu filho, mas o ensino aqui é muito conteudista. Não é que ele não esteja impedido de ficar aqui, mas não sabemos se ele vai acompanhar o ritmo. Nós alfabetizamos a criança a partir dos 4 anos de idade. É uma proposta diferente." 
Diferente aonde? A pior coisa é pular etapas na vida de uma criança e colocá-la com cadernos e livros didáticos em tão tenra idade. Assim, outras habilidades deixarão de serem desenvolvidas por causa desta ânsia na alfabetização precoce. Então eu disse: - "Esta escola não serve mesmo pra ele". Minha mãe, quando soube, disse que se estivesse lá diria que não serviria nem para uma criança com desenvolvimento típico. 
Em cada lugar que vou, ao falar com a coordenação em adaptar conteúdos e avaliações, os cabelos ficam em pé, os olhos se arregalam. Em cada lugar que vou, dizem que a vaga está preenchida, porque só admitem 1 criança especial por turma. Mas a lei estadual 6708/2014 é bem clara: a reserva de vagas é para 2 autistas por turma. Criam dificuldades em relação a isso e quando visito as dependências da escola e vejo as turmas, não percebo onde estão estas crianças especiais que lotam as reservas de vagas.
Fui até em uma Montessoriana, pensando que uma educação mais lúdica e concreta seria bom pro Diogo. Lá também encontro o mesmo papo mole de "inclusão sim, mas não tem vaga". A diretora disse que  tem fila de espera e ainda analisaria a necessidade da presença da mediadora.
A última que fui disse ser tradicional com o método de alfabetização da abelhinha . Até pesquisei, depois, essa proposta na internet. Foi muito usado na década de 70. Então, eu devo ter sido alfabetizada por esse método. Tenho vagas lembranças desse momento. Não sei se seria válido no caso do autismo. Acredito que depende de cada criança. 
Realmente é uma odisseia. Pretendo tirar o Diogo da atual escola por vários motivos. Por só ter Educação Infantil, pelo fato de no prédio do Ensino Fundamental, ser muito grande, ter salas cheias e a proposta ser tradicional. Mas o que mais me chateou foi o fato dessa escola nunca o ter recebido em caso de falta da sua mediadora. Ora, ela é um ser humano que pode adoecer e por isso o meu filho sempre foi penalizado, neste estabelecimento, por não ser aceito sozinho. Que inclusão é essa? 
Estes são apenas alguns exemplos dos vários. Vi de tudo nesta jornada para procurar um local onde o Diogo se sinta bem e que possa se desenvolver. Continuarei, semana que vem, a minha andança atrás de escolas. Tenho impressão que é como achar agulha num palheiro. Mas eu consegui uma única escola, consegui uma única agulha. Lá, o tratamento foi diferente das demais. Se Deus quiser, tomara que lá possa dar certo. Só temos que acertar mais claramente as questões de adaptação do currículo e da avaliação. 


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Primeiro Dente

Tinha que deixar registrado esse momento em que ele começa a fase da janelinha na boca. A mediadora Julia já tinha nos falado que um dos dentes dele estava mole. Na hora da janta, mordeu com força a carne causando dor e sangramento. Então, a vovó Alice pegou o fio dental e arrancou seu primeiro dente. Aliviado do incômodo, continuou comendo seu bife.

domingo, 24 de agosto de 2014

Ginástica em Casa e na Bodytech

A ginástica artística é uma das atividades que o Diogo mais gosta. Percebemos que trabalhos prazerosos como este auxiliam no seu desenvolvimento, pois o foco de interesse acontece de maneira satisfatória. Dessa forma, o professor Renan pode explorar mais as habilidades que ele já tem e desenvolver outras ainda defasadas.