Estou muito feliz pelo Diogo. Pois existem lugares que trabalham a inclusão verdadeiramente. Com o estabelecimento do afeto e acreditando nas potencialidades da criança especial, o professor pode realizar de forma plena o seu ato de ensinar. Parabéns a mediadora Fernanda, professora Alexandra e coordenadora Simone. Quando não há inclusão digna, não devemos temer as mudanças. Mesmo se a criança tenha ficado pouco tempo na outra escola. Agradeço a Deus por minha família ter tido a coragem de mudar e acreditar que dias melhores chegariam. E esse tempo chegou.
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
domingo, 31 de janeiro de 2016
Arte no Quintal
Pela primeira vez, trabalhamos a contação de histórias para uma plateia de crianças autistas vindas de alguns pais do nosso grupo do whatsapp Mundo Autismo. Nossa montagem foi realizada na perspectiva do nosso querido Diogo. Nos preocupamos em buscar o foco das crianças, através da confecção de adereços e fantoches que chamassem a atenção delas, trazendo a história dos Três Porquinhos para o concreto. Cada casinha - a de palha, a de madeira e a de tijolo foram construídas no intuito da história afetar essas crianças, através dos sentidos do tato e da visão. A música também foi outro recurso para essa pequena esquete de contação de história. A de abertura escolhemos "Um sonho a realizar", uma versão em português da música do filme Mágico de Oz. Quando o Diogo tinha 1 ano de 6 meses, criamos uma esquete "O Mundo das Cores", que marcou muito na vida dele. Nesta ocasião utilizamos esta música. Então, para a história dos "Três Porquinhos" decidimos usar a mesma melodia para puxarmos a sua memória afetiva. Nossa! Como deu certo! Diogo não tem passado muito bem, durante as férias. Seu emocional tem variado muito. Na hora que iríamos nos apresentar, ele se recusou a permanecer no mesmo ambiente, indo se isolar no seu quarto. Tentamos, de várias maneiras, o seu retorno ao grupo sem sucesso. Iríamos nos apresentar sem ele. As crianças estavam começando a se dispersarem, pois ainda esperávamos crianças que estavam a caminho. Quando percebemos isso e de forma verbal tentávamos puxar atenção de todos sem êxito, eu e minha mãe decidimos começar assim mesmo. Marcamos o tom da música e entramos em duas vozes com a melodia "Um sonho a realizar". Imediatamente, atenção de todos, pais e crianças, se direcionou para nós duas. Para a nossa surpresa, Diogo que estava no quarto isolado, correu ao ouvir a música do evento que tanto o marcou, quando tinha 1 ano e 6 meses e sentou junto com os seus amiguinhos azuis para assistir a apresentação. A cada interação, ou a cada dispersão deles improvisávamos dentro do roteiro da contação dos Três Porquinhos. Foi uma troca de energia incrível!!! Aquela mesma sensação do palco, quando trabalhávamos nos teatros estava acontecendo ali com uma plateia de crianças autistas. Ao final, ouvimos um relato de uma mãe, afirmando que era a primeira vez que sua filha tinha sentado para ouvir uma história. Esta frase nos mostrou que valeu muito a pena tudo o que pensamos e imaginamos para este evento. Após a contação de história, as crianças usaram a pintura e a colagem de personagens e cenário da história em seus trabalhos artísticos e em seguida, um bom banho de mangueira para refrescar e alegrar a criançada. Depois de tanta agitação não poderia faltar um lanche com todas crianças e familiares. Foi muito gratificante vê-las à vontade no espaço que preparamos para elas. Todo esse trabalho foi feito com muito carinho para o Diogo e para todos que puderam comparecer ao Arte no Quintal.
domingo, 27 de dezembro de 2015
domingo, 13 de dezembro de 2015
As Ferias Começaram
No período das ferias, devemos aguçar a nossa criatividade para entreter o Diogo. Vamos fazer algumas programações para não o deixar entediado, já que escola e terapias ficam suspensas. Na segunda semana de janeiro, a rotina de terapias volta. Na primeira semana, o Diogo vai passar uns dias em Angra, onde curte muito. Dia 24 de janeiro, faremos a primeira edição do Arte no Quintal. Hoje, tivemos uma pequena mostra do que faremos.Nossos amigos Letícia, Dennys e o amiguinho Rafael nos visitaram e nos juntamos para fazer um churrasco. Depois do almoço, nos tornamos crianças novamente e nos entregamos às brincadeiras para alegrar o Diogo e o Rafa. Foi uma tarde maravilhosa. Esta semana o Diogo tem dormido tarde. Mas hoje, foi pra cama cedo, cansado de tanto brincar.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Gosto por Saladas - Início da Nutrição Orgânica.
De um mês pra cá, ao introduzir uma salada no almoço, através de uma simples combinação de alface e tomate, feita pelo papai Rodrigo, Diogo começou a tomar gosto por este tipo de alimento. Então, eu e ele investimos em fazer, antes das refeições, uma entrada de salada, no momento da sua fome maior. Deu certo! Aos poucos, aumentamos a quantidade de ingredientes (alface, tomate, pepino, repolho roxo e claro, cenoura, maçã, semente de chia e linhaça - tempero agridoce). Ao conversar com algumas amigas mães guerreiras no whatsapp e pessoalmente, sobre a interferência dos não orgânicos no autismo, resolvi comprar os outros mais saudáveis (que por sinal ainda são bem caros), para experimentar o efeito no desenvolvimento do Diogo. Alguns especialistas afirmam que os autistas, em geral, têm determinados tipos de deficiência de vitaminas e receitam até suplementos. Por enquanto, até obter os resultados dos exames pedidos por sua pediatra, apenas investirei numa alimentação mais saudável e orgânica. Aos poucos tentarei retirar do seu cardápio os outros alimentos. Ao fazer o arroz branco orgânico, hoje, pude constatar na embalagem a quantidade enorme de vitaminas e minerais. Comparando com o arroz comum, pude perceber o baixíssimo valor nutricional deste produto. Acredito e quero apostar que estas medidas e mudanças de hábitos alimentares possam alavancar o seu desenvolvimento. É claro que somado a todos os tratamentos realizados nele. Ainda não estou convencida do glúten. Confiram no vídeo, acima, a sua primeira salada orgânica.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
Adaptação dos Materiais
Desde o início do ano, a mediadora do Diogo tem feito adaptações como esta, das tarefas realizadas em sala de aula. Forçar pegar no lápis poderia gerar problemas no futuro. Optamos em seguir a orientação do fonoaudiólogo do Diogo, que também é psicopedagogo para que isso não acontecesse. Tudo foi acordado entre todos da escola do Diogo, em uma reunião. Com o passar do tempo, Diogo voltou a ter interesse em pegar o giz de cera e no lápis. Aos poucos, ele foi se habituando com as atividades propostas. Todas estas eram concretas para um melhor entendimento.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
O Tempo!!!
Já faz muito tempo que não posto nada no Blog do Diogo. Muita correria! Esta é a vida de quem tem um filho autista. Mas não posso deixar tudo morrer. Criei este blog para registrar a história do Diogo e vou até o final, mesmo com atraso. De janeiro pra cá muitas coisas aconteceram: O Diogo mudou de escola, de mediadora, teve dificuldades em se adaptar à tantas mudanças, assim como a escola nova, no começo, também não estava adaptada ao Diogo. Enfim, início de ano tenso. Mas, aos poucos, tudo se acomodou. Outra mudança radical que fiz foi mudar o turno da escola, das terapias. Foi uma decisão rápida, sem raciocinar direito, mas foi fundamental para deixar o Diogo mais autorregulado. Somando a isso, a sua medicação aumentou, proporcionando uma melhor qualidade de vida nele.
Este ano, só tenho alegrias para narrar, apesar de toda a luta que temos no dia a dia. Os seus novos amiguinhos o recebem muito bem e tentam interagir com ele.
A escola nova é muito conteudista. Diogo está no Pre II, numa turma de alfabetização, acompanhado por uma mediadora. Esta produz atividades adaptadas, mas o apelo visual estava faltando. As imagens teriam que atuar como recurso para o aprendizado do Diogo. Foi aí que eu entrei. Com minha habilidade em Artes Visuais e com pesquisas a respeito do autismo, comecei a fazer cards, pranchas de exercícios com folhas plastificadas e montagem de letras. Não parei mais. Cada vez, aperfeiçoava o material, até lançar o Alfabeto para Educação Inclusiva. Cada prancha tem a apresentação da letra, com uma imagem e a palavra equivalente. Mais abaixo, a montagem da mesma palavra com velcro adesivado. Este alfabeto comecei a comercializar para diminuir o impacto do investimento do material que fiz para adaptar os conteúdos da escola.

A escola nova é muito conteudista. Diogo está no Pre II, numa turma de alfabetização, acompanhado por uma mediadora. Esta produz atividades adaptadas, mas o apelo visual estava faltando. As imagens teriam que atuar como recurso para o aprendizado do Diogo. Foi aí que eu entrei. Com minha habilidade em Artes Visuais e com pesquisas a respeito do autismo, comecei a fazer cards, pranchas de exercícios com folhas plastificadas e montagem de letras. Não parei mais. Cada vez, aperfeiçoava o material, até lançar o Alfabeto para Educação Inclusiva. Cada prancha tem a apresentação da letra, com uma imagem e a palavra equivalente. Mais abaixo, a montagem da mesma palavra com velcro adesivado. Este alfabeto comecei a comercializar para diminuir o impacto do investimento do material que fiz para adaptar os conteúdos da escola.

Cada dia, percebemos o Diogo mais conectado com o mundo ao seu redor. A inflexibilidade diminuiu bastante, como também a habilidade de espera aumentou. Acreditamos que é um conjunto de coisas que está proporcionando esta melhora.
Ao participar do grupo de estudos em Arteterapia no Espaço Marise Piloto, com o livro Gestalt Terapia Para Crianças, de Luciana Aguiar, nossos horizontes se abriram mais. Ser autista é apenas um detalhe do Diogo. Ele como individuo é um ser global, que participa de vários campos ou contextos, que automaticamente interagem com ele, numa via de mão dupla. Os ajustes criativos, não saudáveis que ele apresenta (esteriótipos) são originados por alguma parte desse todo. A interação entre ele e os contextos vão o modificando, à medida que descobrimos as possibilidades de reconfiguração do contexto em que o Diogo vive. Isso é apenas um resumo de tudo o que venho lendo e entendo, que forçar algo que ainda não internalizou é um desrespeito à sua natureza. Assim, percebo como foi muito benéfico ao Diogo a sua atual equipe terapêutica (com ele há quase 2 anos), que além de atuar nas sessões, nos orientou nas reconfigurações que precisávamos realizar, através das reuniões devolutivas e nos abriu os olhos em relação ao medicamento, que precisava atingir partes do seu todo. Pois se uma dessas estiver desarmonizada reverbera em tudo. Ainda, há um tabu em relação ao tratamento medicamentoso. Eu mesma o quebrei e por isso compartilho para quem for ler este texto a minha experiência como mãe. Percebo como eu posso, também, com determinados comportamentos meus, gerar ajustes não saudáveis no Diogo. São tantas coisas que gostaria de narrar. Mas acho que falei demais para quem nunca mais postou neste blog.
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